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02/02/2016 21h13 - Atualizado em 02/02/2016 21h13 Justiça ouve testemunhas sobre o assassinato de mãe e filha no Ceará

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fevereiro

Adriana e a filha Jade, de 8 meses, foram assassinadas em Paracuru.
Marcelo Barberena, marido e pai, foi denunciado pelos crimes.  Do G1 CE

Onze testemunhas de acusação foram ouvidas na tarde desta terça-feira (2) durante audiência de instrução do caso que investiga as mortes de Adriana Moura Pessoa de Carvalho Moraes, 38 anos, e da filha dela, Jade Pessoa de Carvalho Moraes, de oito meses. O crime ocorreu em Paracuru, no litoral oeste do Ceará, na madrugada de 23 de agosto de 2015. As testemunhas foram ouvidas pela  juíza Daniela Lima da Rocha, que responde pela  4ª Vara do Júri de Fortaleza.  O gaúcho Marcelo Barbarena Moraes, pai da criança e marido da vítima, é o acusado de praticar os assassinatos.

A audiência foi designada pela magistrada para cumprir carta precatória enviada pela Vara Única de Paracuru, onde tramita o processo. Foram intimadas e ouvidas 11 testemunhas. A sessão contou com a presença do réu. Entenda como funciona um processo.

De acordo com os autos, os crimes ocorreram no dia 23 de agosto de 2015, por volta das 2h, em uma casa de veraneio situada na rua João Lopes de Meireles, no bairro Campo de Aviação, na cidade de Paracuru. Segundo a denúncia do Ministério Público do Ceará, o acusado efetuou disparos contra a esposa, que chorava debruçada no travesseiro, e contra a filha, que estava dormindo. O casal discutia devido a dificuldades financeiras e o desinteresse de Marcelo por uma proposta de emprego.    O réu confessou a autoria e está preso. Ele responde por duplo homicídio qualificado e posse irregular de arma de fogo. As qualificadoras são motivo torpe, recurso que impossibilitou a defesa das vítimas e feminicídio (cometido contra mulheres em razão da condição de sexo feminino). Motivação
No inquérito entregue pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em 1º de setembro, concluiu-se que o gaúcho Marcelo Barberena matou a mulher após uma discussão e, para simular que havia ocorrido um assalto, atirou também na filha. “Ele estava apaixonado por uma ex-colega de trabalho. Ele chorava por essa moça, ele planejou morar em Porto Alegre com essa amante e ele passou a ter muita raiva da Adriana", afirmou a titular da DHPP, Socorro Portela, explicando ainda que Barberena se sentia pressionado pela esposa, a qual desejava que o marido mudasse de trabalho. "No momento da discussão, ele disse que perdeu a cabeça e efetuou o disparo. Então, ele pensou: 'Qual pai mataria sua própria filha?' Já que todo mundo falava que ele era um homem educado, amoroso com a família. Então, ele resolveu matar a pequena Jade para sustentar que, naquela hora, havia ocorrido um roubo”, disse Socorro. Primeiro, Marcelo Barberena matou Adriana, enquanto ela dormia. Em seguida, deu um tiro à queima roupa na criança.  saiba mais

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